quarta-feira, 6 de maio de 2015
domingo, 3 de maio de 2015
DESDE 1937 ATÉ 1970
Em 1937 o meu bisavô faleceu, devido a uma pneumonia, e o meu avô, Joaquim Viegas, herdou o direito de continuar a cultivar o Monte do Viegas, mediante o pagamento de uma renda anual paga à Casa de Bragança. Esta situação manteve-se até que o foro foi remido, através do pagamento de cinquenta rendas de uma só vez, tendo o meu avô ficado com a posse plena da propriedade.
Durante os anos em que geriu o Monte do Viegas efetuou grandes alterações, visto que substituiu as oliveiras, figueiras e videiras por centenas de laranjeiras, macieiras, pereiras, pessegueiros e ameixoeiras e, além disso, dedicou-se à produção de arroz, batata, cebola, feijão e hortaliças.
Durante os anos em que geriu o Monte do Viegas efetuou grandes alterações, visto que substituiu as oliveiras, figueiras e videiras por centenas de laranjeiras, macieiras, pereiras, pessegueiros e ameixoeiras e, além disso, dedicou-se à produção de arroz, batata, cebola, feijão e hortaliças.
sexta-feira, 10 de abril de 2015
DESDE O INÍCIO ATÉ 1937
O meu bisavô desbravou o foro e, posteriormente, pensou que era demasiada terra para ele cultivar, visto que, entretanto, tinha arranjado um emprego como feitor da herdade dos Mendonças, mesmo à beira da povoação de Vendas Novas. Decidiu então prescindir de cerca de vinte hectares na Afeiteira e ficou apenas com catorze hectares, onde plantou muitas figueiras, umas centenas de oliveiras e algumas dezenas de milhar de videiras, transformando-se num produtor de figos passados, azeite e vinho.
segunda-feira, 16 de março de 2015
MONTE DO VIEGAS - O INÍCIO
Em 1890, um jovem casal algarvio com um filho de três anos, pôs-se a caminho de Vendas Novas com a ambição de melhorar a sua vida, trabalhando terras agrícolas muito mais férteis e planas que as da serras algarvia. Esses aventureiros eram o meu bisavô, Manuel Viegas, com 28 anos, a sua esposa, Connceição, e o seu filho Joaquim Viegas, que veio a ser meu avô paterno.
Uma vez chegados a este extremo do Alentejo, compraram uma quinta na orla de Vendas Novas e começaram a cultivar uma courela de cerca de 35 hectares, que pertencia a um reguengo situado a três quilómetros da aldeia de Vendas Novas, que estava a ser aforado nessa altura. Essa courela situava-se na Afeiteira e passou a ser designada por "Monte do Viegas", por ter sido arrendada pelo Manuel Viegas e porque nesse foro passou a existir um monte construído em 1902. Esse monte era constituído por três divisões e por um forno, onde se cozia semanalmente o pão necessário à alimentação de todos os que viviam ou trabalhavam no foro. A divisão ao lado do forno tinha uma mesa grande, bancos corridos e um armário onde se guardavam os pertences que o meu bisavô usava sempre que visitava o foro. A divisão seguinte era uma casa arrendada a uma família que cá viveu durante muitos anos e, por fim, a última divisão era um estábulo, destinado à criação de vacas.
Uma vez chegados a este extremo do Alentejo, compraram uma quinta na orla de Vendas Novas e começaram a cultivar uma courela de cerca de 35 hectares, que pertencia a um reguengo situado a três quilómetros da aldeia de Vendas Novas, que estava a ser aforado nessa altura. Essa courela situava-se na Afeiteira e passou a ser designada por "Monte do Viegas", por ter sido arrendada pelo Manuel Viegas e porque nesse foro passou a existir um monte construído em 1902. Esse monte era constituído por três divisões e por um forno, onde se cozia semanalmente o pão necessário à alimentação de todos os que viviam ou trabalhavam no foro. A divisão ao lado do forno tinha uma mesa grande, bancos corridos e um armário onde se guardavam os pertences que o meu bisavô usava sempre que visitava o foro. A divisão seguinte era uma casa arrendada a uma família que cá viveu durante muitos anos e, por fim, a última divisão era um estábulo, destinado à criação de vacas.
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